Hoje é um dia calmo, mas não consigo juntar um pensamento com outro desde que voltei do almoço. Não estou exatamente numa fase boa da vida. Estou ocupado, muito ocupado. Meu Trabalho de Conclusão de Curso finalmente saiu da fase "espectro": começamos a produzir o pré-projeto. Meu grupo está enfurnado em livros, temos que fundamentar bem nosso tema até o dia 31, em que o projeto será entregue. Só que o nosso tema não é dos mais fáceis: a partir de coisas do cotidianos (fila do INSS, o serviço de atendimento da Telefônica, os ônibus lotados e aqueles "simpáticos" moços que cobram para olhar nossos carros estacionados em ruas públicas), traçaremos um painel sobre o desrespeito presente em nosso dia-a-dia.
Falando muito sério, achei o tema perfeito. Demoramos muito para escolhê-lo, porque precisávamos encontrar algo que nos desse realmente tesão de fazer, e este assunto caiu-nos como uma luva. Só que fundamentá-lo é um saco: livros e mais livros e mais livros, de antropologia a ética, de marketing a política. Sem contar que temos uma pancada de trabalhos além deste.
Bem, por que estou alugando vocês com esse monte de coisas que não interessa a ninguém além deste desorganizado estudante de jornalismo? Eu preciso desabafar: estou esgotado. Preciso de férias. Urgente. Da faculdade e do serviço. E de mim mesmo, se possível.
Enquanto isso, tem vezes que venho trabalhar e não tenho nada o que fazer. Meus chefes não respondem e-mails que eu passo e parecem me alugar uma semana inteira com um assunto para depois não utilizarem nada do que eu produzi. Bem, folga é algo bem-vindo, não? Não. Isso seria fantástico se eu não dormisse depois da meia-noite e não acordasse às 5h30 da manhã.
Para ajudar, como alguns de vocês já sabem, o clima na minha faculdade é péssimo. No ano passado, um grupo de alunos que se acham os bambambãs brigaram feio com um professor, e a classe saiu em defesa deste último. Quando ele cobrou um trabalho ferradíssimo que só o meu grupo e mais um tínhamos feito, todo mundo ficou raivosinho. A revolta pairou sobre a classe, mas só eles a alimentam até hoje. Tivemos que aturar e-mails anônimos bem agressivos durante as férias inteiras. Num deles, fui chamado de puxa-saco, dedo-duro e viado.
Para ajudar, contaram para aquele pessoal simpaticíssimo que minha turma tinha entregado a uma professora uma das maracutaias que eles haviam aprontado com ela. Eles produziram um vídeo a partir de uma reportagem exibida na Band de Jundiaí, mas utilizaram todo o material como se fosse produzido por eles. Como eles são odiados, a professora acabou fatalmente sabendo da jogada. De acordo com eles, quem contou para ela? Eu. Que nem vi o vídeo, pois faltei no dia da exibição.
São coisas absurdas, mas que geraram uma confusão... Ontem mesmo dois deles me desafiaram, acusando-me indiretamente pelos ocorridos. Minha turma vive ouvindo ameaças. Isso já encheu.
No começo desta semana, estava passado dada à quantidade de trabalhos que tinha para fazer para a faculdade. Aí, depois de ter escutado as abobrinhas, fiquei num estado catatônico. Não sei o que fazer. Parece que, quanto mais me esforço, mais eu me f*do.
Tenho dó de vocês, que vão ler toda essa energia negativa acumulada. Apesar de tudo, só uma coisa me deixa muito puto: não consigo me concentrar em nada. Tenho uma apresentação na faculdade, meu grupo depende da minha presença, e não tenho vontade de ir à aula (irei, porque sou adulto e não posso dar esse tipo de mancada). No final de semana, não li uma linha de meus livros: só fiquei surfando na net com o meu recém-chegado Speedy (ufa, uma notícia boa neste post!).
Aí, bate aquela culpazinha: por que não fiz nada? Por que deixo as coisas se acumularem? Meu melhor momento do dia foi lá pelas 11hs, quando minha mãe me ligou para saber se estava melhor que ontem (cheguei da faculdade num estado de farrapo humano). Disse para ela que estou morrendo de saudades, que não ficamos mais juntos pra conversar. Ela foi sinceríssima: ela estava de folga no domingo (coisa rara) e eu passei o dia no micro. Como vou negar?
Na verdade, tudo o que estou precisando é de ombros e mais ombros para encostar minha cabecinha. Minha galerinha da faculdade ainda não percebeu o estado em que estou. Minha mãe tem feito o possível, mas temos pouco tempo para ficarmos juntos. Vocês, da internet, estão ao mesmo tempo muito perto e muito longe. Fica difícil assim...
Prometo a vocês que esse tópico foi só um desabafo. Vocês já me conhecem o suficiente para saberem que sou uma pessoa positiva e alegre. Isso não vai durar muito, principalmente porque eu sei que Deus está ao meu lado.
No meu post anterior, alguns alôs foram arbitrariamente cortados pelo Uol. Pessoas que ficaram sem beijinhos, mesmo que mandados: Rodrigo, Maryna e Heartzinha. Os abraços deste post vão pra eles e pra todo mundo que ler inteirinho este manifesto do mal humor.
Pessoal, vou parar por aqui. Beijos!!